Thursday, May 17, 2018

Dia da Língua Portuguesa 2018 na Universidade de Hamburgo











Renata Guadagnin e Maria João Cantinho















Martin Neumann e Manuel Frias Martins












Fotografias: cortesia de Daniel de Luca

Post in progress

Wednesday, January 10, 2018

Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões de Hamburgo


Doutora Maria João Cantinho

Dr. Luis Filipe Cunha, Cônsul Geral de Portugal em Hamburgo


Profª Doutora Inke Gunia

Daniel Numa-Capra






Monday, December 4, 2017

Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa de Hamburgo no dia 7 de dezembro de 2017



É já nesta quinta-feira que teremos a poeta, ensaísta e professora Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões de Hamburgo. Vai falar sobre "Cosmopolitismo em Walter Benjamin: entre o apelo da rêverie e a experiência de choque".


Eis o resumo da conferência pela autora:


"Paris constitui-se como objecto arquitectónico privilegiado por Benjamin e a que o autor recorre constantemente, quer para situar Baudelaire, quer para a caracterizar e compreender na sua obra, do ponto de vista da sua modernidade. É a nova cidade, após a sua reconstrução, tal como ela foi levada a cabo por Haussmann, no século XIX. Paris era constituída por largas avenidas e passeios amplos, que permitiam ao parisiense uma nova relação com a cidade e com a arquitectura, tendo sido reconstruída mediante novos traçados, através de uma reestruturação fundiária, de construção de infra-estruturas, assim como a construção de equipamentos e de espaços livres. A esquematização cria uma cidade com luz, espaço e revaloriza, enquadrando, os monumentos. A maior parte do que será o alvo essencial da obra de Walter Benjamin, as galerias, construíram-se nos quinze anos a seguir a 1822. Associadas ao aparecimento da nova arquitectura e dos novos elementos construtivos, o ferro e o vidro, surgem os precursores dos grandes armazéns, a que se chamam os armazéns de novidades. Estes armazéns e, por conseguinte, as galerias parisienses, converteram-se num pólo de atracção turística, como o afirma Benjamin, com base na leitura de um guia ilustrado de Paris nessa época.” O aparecimento das galerias coincide igualmente com o dos panoramas, os quais se constituem, como “a expressão de um sentimento novo da vida.”2 O citadino, através dos panoramas, tenta introduzir o campo na cidade e nos panoramas (aspecto que será importante na análise do tema do flâneur e da flânerie) a vida alarga-se às dimensões de uma paisagem, desdobrando-se como tal, ante o olhar do transeunte. Ressalte-se, ainda, como acontecimento significativo e decisivo, mesmo, o aparecimento da fotografia. Quando lemos Baudelaire, nomeadamente a sua obra "Les Fleurs du Mal, é uma Paris dos excluídos que ali aparece, da prostituição, do trapeiro, das figuras decadentes e simbolicamente representantes das desigualdades sociais d Paris do Segundo Império. Quando lemos Marcel Proust, mais próximo de nós no tempo, com a sua ampla galeria de personagens, o salão literário de Madame Verdurin, o ambiente que se vive na sua obra e que Proust retrata com fidelidade, compreendemos a vida íntima da cidade e do modus vivendi da cidade, mas a de uma Paris burguesa, onde Swan e Odette de Crécy faziam as delícias das alcoviteiras e sobressaltavam os costumes. É desta experiência e do modo como Walter Benjamin a compreendeu intimamente, como sonho e, simultaneamente, como experiência de choque, que vou falar na quinta-feira na Universidade de Hamburgo, a convite do Instituto Camões, na pessoa de Ana Constança Messeder."


Citado do perfil de Maria Cantinho no Facebook

Tuesday, May 23, 2017

Ana Zanatti em périplo pela Alemanha em junho

Ana Zanatti, atriz de cinema, teatro e televisão, visitará em junho os leitorados do Camões I.P. nas Universidades de Mainz/Germersheim, Hamburgo e Humboldt de Berlim, onde fará sessões de leitura. 

Ana Zanatti iniciou a sua carreira no teatro e na televisão portuguesa nos anos 1960, e trabalhou com importantes realizadores portugueses do século XX: José Fonseca e Costa, Mário Barroso, Margarida Cardoso, entre outros. Em 2003 publicou o romance Os Sinais do Medo, e desde então já publicou oito livros (romances e contos infantis), para além de participar em coletâneas de contos. Em 2016 publicou o ensaio O Sexo Inútil, sobre o qual escreveu Viriato Soromenho-Marques no prefácio: "Trata-se, como se diria no século das Luzes, de um valioso contributo para a emancipação do espírito humano, para o alargamento das fronteiras do relacionamento exigente, cuidado e civilizado entre as pessoas, seja qual for a sua orientação sexual e género."

Ana Zanatti dedica-se a causas como a Condição Feminina, Defesa dos Direitos LGTB, Conservação dos Direitos Humanos e dos Animais, tendo recebido os Prémios Rede Ex Aequo em 2009 e o Prémio Arco-Íris em 2011.