Tuesday, November 27, 2018
Wednesday, May 30, 2018
Hélia Correia em breve em Hamburgo e em périplo pela Alemanha
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| Hélia Correia na Josua Gemeinde em Hamburgo |
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| Hélia Correia na Josua Gemeinde em Hamburgo |
Fotos: cortesia de Maisa Andrade
A escritora portuguesa Hélia Correia estará em breve em périplo pela Alemanha nas Universidades de Hamburgo, Leipzig e Berlim. A recente publicação de um livro de contos da autora em tradução alemã, "Zwanzig Stufen und andere Erzählungen", será pretexto para uma sessão de leitura e conversa com Hélia Correia. Em Hamburgo a sessão terá lugar no dia 19 de junho de 2018, às 18,30h, na sala da Josua Gemeinde, na Daimlerstr. 38, em Ottensen. Obrigada aos nossos parceiros na organização do evento, a Embaixada de Portugal em Berlim, a Sociedade Luso-Hanseática (em especial o Dr. Peter Koj), o Grupo de Discussão sobre Temas Brasileiros (em especial a Drª Cristina Francisco), e a Josua Gemeinde (em especial o pastor Maurício da Silva Carvalho).
O cartaz é da autoria de Marco Paesel (um dos assistentes do Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões da Universidade de Hamburgo).
Thursday, May 17, 2018
Dia da Língua Portuguesa 2018 na Universidade de Hamburgo
Friday, May 4, 2018
Wednesday, January 10, 2018
Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões de Hamburgo
Monday, December 4, 2017
Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa de Hamburgo no dia 7 de dezembro de 2017
É já nesta quinta-feira que teremos a poeta, ensaísta e professora Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões de Hamburgo. Vai falar sobre "Cosmopolitismo em Walter Benjamin: entre o apelo da rêverie e a experiência de choque".
Eis o resumo da conferência pela autora:
"Paris constitui-se como objecto arquitectónico privilegiado por Benjamin e a que o autor recorre constantemente, quer para situar Baudelaire, quer para a caracterizar e compreender na sua obra, do ponto de vista da sua modernidade. É a nova cidade, após a sua reconstrução, tal como ela foi levada a cabo por Haussmann, no século XIX. Paris era constituída por largas avenidas e passeios amplos, que permitiam ao parisiense uma nova relação com a cidade e com a arquitectura, tendo sido reconstruída mediante novos traçados, através de uma reestruturação fundiária, de construção de infra-estruturas, assim como a construção de equipamentos e de espaços livres. A esquematização cria uma cidade com luz, espaço e revaloriza, enquadrando, os monumentos. A maior parte do que será o alvo essencial da obra de Walter Benjamin, as galerias, construíram-se nos quinze anos a seguir a 1822. Associadas ao aparecimento da nova arquitectura e dos novos elementos construtivos, o ferro e o vidro, surgem os precursores dos grandes armazéns, a que se chamam os armazéns de novidades. Estes armazéns e, por conseguinte, as galerias parisienses, converteram-se num pólo de atracção turística, como o afirma Benjamin, com base na leitura de um guia ilustrado de Paris nessa época.” O aparecimento das galerias coincide igualmente com o dos panoramas, os quais se constituem, como “a expressão de um sentimento novo da vida.”2 O citadino, através dos panoramas, tenta introduzir o campo na cidade e nos panoramas (aspecto que será importante na análise do tema do flâneur e da flânerie) a vida alarga-se às dimensões de uma paisagem, desdobrando-se como tal, ante o olhar do transeunte. Ressalte-se, ainda, como acontecimento significativo e decisivo, mesmo, o aparecimento da fotografia. Quando lemos Baudelaire, nomeadamente a sua obra "Les Fleurs du Mal, é uma Paris dos excluídos que ali aparece, da prostituição, do trapeiro, das figuras decadentes e simbolicamente representantes das desigualdades sociais d Paris do Segundo Império. Quando lemos Marcel Proust, mais próximo de nós no tempo, com a sua ampla galeria de personagens, o salão literário de Madame Verdurin, o ambiente que se vive na sua obra e que Proust retrata com fidelidade, compreendemos a vida íntima da cidade e do modus vivendi da cidade, mas a de uma Paris burguesa, onde Swan e Odette de Crécy faziam as delícias das alcoviteiras e sobressaltavam os costumes. É desta experiência e do modo como Walter Benjamin a compreendeu intimamente, como sonho e, simultaneamente, como experiência de choque, que vou falar na quinta-feira na Universidade de Hamburgo, a convite do Instituto Camões, na pessoa de Ana Constança Messeder."
Citado do perfil de Maria Cantinho no Facebook
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