Wednesday, May 30, 2018

Hélia Correia em breve em Hamburgo e em périplo pela Alemanha




Hélia Correia na Josua Gemeinde em Hamburgo




Hélia Correia na Josua Gemeinde em Hamburgo

Fotos: cortesia de Maisa Andrade





A escritora portuguesa Hélia Correia estará em breve em périplo pela Alemanha nas Universidades de Hamburgo, Leipzig e Berlim. A recente publicação de um livro de contos da autora em tradução alemã, "Zwanzig Stufen und andere Erzählungen", será pretexto para uma sessão de leitura e conversa com Hélia Correia. Em Hamburgo a sessão terá lugar no dia 19 de junho de 2018, às 18,30h, na sala da Josua Gemeinde, na Daimlerstr. 38, em Ottensen. Obrigada aos nossos parceiros na organização do evento, a Embaixada de Portugal em Berlim, a Sociedade Luso-Hanseática (em especial o Dr. Peter Koj), o Grupo de Discussão sobre Temas Brasileiros (em especial a Drª Cristina Francisco), e a Josua Gemeinde (em especial o pastor Maurício da Silva Carvalho).


O cartaz é da autoria de Marco Paesel (um dos assistentes do Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões da Universidade de Hamburgo).

Thursday, May 17, 2018

Dia da Língua Portuguesa 2018 na Universidade de Hamburgo














Fotos: cortesia de Cristina Francisco







Renata Guadagnin e Maria João Cantinho









Martin Neumann e Manuel Frias Martins





Fotografias: cortesia de Daniel de Luca


Post in progress

Wednesday, January 10, 2018

Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões de Hamburgo


Doutora Maria João Cantinho

Dr. Luis Filipe Cunha, Cônsul Geral de Portugal em Hamburgo


Profª Doutora Inke Gunia

Daniel Numa-Capra






Monday, December 4, 2017

Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa de Hamburgo no dia 7 de dezembro de 2017



É já nesta quinta-feira que teremos a poeta, ensaísta e professora Maria João Cantinho no Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões de Hamburgo. Vai falar sobre "Cosmopolitismo em Walter Benjamin: entre o apelo da rêverie e a experiência de choque".


Eis o resumo da conferência pela autora:


"Paris constitui-se como objecto arquitectónico privilegiado por Benjamin e a que o autor recorre constantemente, quer para situar Baudelaire, quer para a caracterizar e compreender na sua obra, do ponto de vista da sua modernidade. É a nova cidade, após a sua reconstrução, tal como ela foi levada a cabo por Haussmann, no século XIX. Paris era constituída por largas avenidas e passeios amplos, que permitiam ao parisiense uma nova relação com a cidade e com a arquitectura, tendo sido reconstruída mediante novos traçados, através de uma reestruturação fundiária, de construção de infra-estruturas, assim como a construção de equipamentos e de espaços livres. A esquematização cria uma cidade com luz, espaço e revaloriza, enquadrando, os monumentos. A maior parte do que será o alvo essencial da obra de Walter Benjamin, as galerias, construíram-se nos quinze anos a seguir a 1822. Associadas ao aparecimento da nova arquitectura e dos novos elementos construtivos, o ferro e o vidro, surgem os precursores dos grandes armazéns, a que se chamam os armazéns de novidades. Estes armazéns e, por conseguinte, as galerias parisienses, converteram-se num pólo de atracção turística, como o afirma Benjamin, com base na leitura de um guia ilustrado de Paris nessa época.” O aparecimento das galerias coincide igualmente com o dos panoramas, os quais se constituem, como “a expressão de um sentimento novo da vida.”2 O citadino, através dos panoramas, tenta introduzir o campo na cidade e nos panoramas (aspecto que será importante na análise do tema do flâneur e da flânerie) a vida alarga-se às dimensões de uma paisagem, desdobrando-se como tal, ante o olhar do transeunte. Ressalte-se, ainda, como acontecimento significativo e decisivo, mesmo, o aparecimento da fotografia. Quando lemos Baudelaire, nomeadamente a sua obra "Les Fleurs du Mal, é uma Paris dos excluídos que ali aparece, da prostituição, do trapeiro, das figuras decadentes e simbolicamente representantes das desigualdades sociais d Paris do Segundo Império. Quando lemos Marcel Proust, mais próximo de nós no tempo, com a sua ampla galeria de personagens, o salão literário de Madame Verdurin, o ambiente que se vive na sua obra e que Proust retrata com fidelidade, compreendemos a vida íntima da cidade e do modus vivendi da cidade, mas a de uma Paris burguesa, onde Swan e Odette de Crécy faziam as delícias das alcoviteiras e sobressaltavam os costumes. É desta experiência e do modo como Walter Benjamin a compreendeu intimamente, como sonho e, simultaneamente, como experiência de choque, que vou falar na quinta-feira na Universidade de Hamburgo, a convite do Instituto Camões, na pessoa de Ana Constança Messeder."


Citado do perfil de Maria Cantinho no Facebook